quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Alexandra Forbes estreia Blog na Folha
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Manifesto Cozinhista Brasileiro
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Culinária tailandesa para todos os sentidos

quarta-feira, 7 de março de 2012
Dois livros brasileiros são premiados em Paris
Na noite desta terça-feira, dia 6 de março, aconteceu no Theatre Folies Bergère, em Paris, a noite de abertura oficial da Paris Cookbook Fair com o anúncio dos vencedores do Gourmand World Cookbook Awards, que premiou 79 livros de gastronomia de todo o mundo. Entre os 283 finalistas, estavam dez brasileiros, e dois deles levaram o prêmio em suas categorias: O Ganso Marisco e outros papos de cozinha, de Breno Lerner (Melhoramentos), na categoria Literatura culinária, e Saveurs du Brésil, de Sergio Coimbra (Studio SC – Olo editions), na categoria Fotografia (leia mais sobre os vencedores abaixo).
Os dois livros que carregam o selo da editora Boccato, Gourmet & Sustentável (concorrendo por Filantropia – América Latina, feito em parceria com a ONG Banco de Alimentos) e Sabores Brasileiros (por Corporativo, lançado em comemoração aos 100 anos da Tramontina), ficaram respectivamente com o segundo e o terceiro lugares em suas categorias.
O chileno Gastronomia Patagonia (do selo Gourmet Patagonia), de Francisco Fantini, foi eleito o Livro do Ano de 2011. A lista completa de vencedores está disponível no site da feira (www.cookbookfair.com), que abre hoje suas portas ao público.
Nós da Editora Boccato e da Confraria CookLovers parabenizamos todos os vencedores, especialmente os brasileiros, pelo belo reconhecimento!
Categoria - Literatura culinária:
O Ganso Marisco e outros papos de cozinha (Melhoramentos)
Clique aqui e adquira este livro.
Este livro conta a origem da nossa comida, o que os astros de Hollywood comiam anos atrás, e ainda, que tipos de temperos, ingredientes e pratos foram servidos no último jantar fatídico do Titanic, estas e outras histórias curiosas podem ser conferidas de forma muito bem humorada na obra de Breno Lerner.
Lerner reúne em um único livro de culinária, história e bom humor. O autor, que não se intitula um cozinheiro, apenas um contador de histórias que aprendeu a cozinhar para melhor ilustrá-las, apresenta uma obra primorosa com 36 contos, desvendados de forma agradável e divertida, permitindo ao leitor conhecer e entender um pouco melhor o que se come e porquê. Ainda que não se proponha ao rigor científico, a obra possui riquezas de detalhes adquiridos por meio de muita pesquisa ao longo de 15 anos, das viagens de Breno pelo mundo e de sua paixão pela culinária. Embora não seja um livro de receitas, Lerner oferece algumas exclusivas, dignas dos deuses.
Categoria – Fotografia:
Saveurs du Brésil (Studio SC – Olo Editions)
O primeiro livro de Sergio Coimbra não tem título, introduzindo a idéia principal logo na capa: as fotos são a expressão máxima desta obra! A narrativa assume forma quando o fotógrafo embarca em uma aventura gustativa e sensorial, onde vive, prova e captura a alma dos pratos, as idéias dos chefs e suas motivações. Coimbra observa a genialidade, a paixão dos grandes profissionais da cozinha nacional e internacional e as mensagens implícitas em suas composições culinárias. O livro é composto de uma narrativa fotográfica, onde dois livros, ambos com 127 páginas, podem ser abertos simultaneamente formando duetos ou quartetos de imagens.
O livro, que contém a introdução em inglês da chef e jornalista Luciana Bianchi foi produzido em uma serie limitada de 1000 exemplares numerados sem distribuição comercial. A obra foi enviada a chefs e profissionais que dedicam suas vidas a arte culinária e a gastronomia nacional e internacional. (www.studiosc.com.br)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
A exótica Tailândia
Pitak começa com um show de habilidades e prepara muito rápido pequenas porções de antepastos que lhe serão ofertadas para degustar. Cada um recebe seu kit com ingredientes separados e há um cooktop por aluno. São turmas de no máximo oito participantes, com o chef e sua equipe indo de fogão em fogão, prestando assistência, tudo muito profissional, tal como as aulas que vi no Ritz Scoffier ou no Cordon Bleu, em Paris. Pode-se "comprar” os módulos por dia, com cerca de 3h/aula, seguidos de um almoço ou jantar.
Chef Pitak Srichan, de Chang Mai
Bangkok de Tuk Tuk
Tuk Tuk é um nome onomatopeico para aqueles triciclos fechados que estão por todos os lados na frenética cidade de Bangkok. E eles são mesmo uma graça para nós. Bangkok era cidade portuária do antigo Sião, que caiu nas mãos da Birmânia no século 16 e foi resgatada em 1782 por Rama I. O novo rei inaugurou a dinastia que está até hoje no poder e transformou a cidade na capital do reino. O atual rei Rama IX está no poder há 59 anos e talvez seja o mais antigo soberano depois da rainha da Inglaterra. Muito popular, sempre soube valorizar a cultura local e, por ser um amante da boa comida, tornou-se um promotor da cozinha thai.
Com uma forte vocação budista de bem receber, a impressionante indústria de turismo tailandesa causa inveja para nós, brasileiros. Em Bangkok, fiquei hospedado no clássico Mandarin Oriental, uma pérola de luxo e do estilo de viajar. Fundado em 1876, o local recebeu – e continua recebendo – celebridades do mundo todo. Seus 393 luxuosos aposentos e suítes foram totalmente reformados em estilo clássico contemporâneo, e o local conta com dez restaurantes de vários estilos, entre eles os famosos Sala Rim Naam (imperdível, com salão de baile e danças típica clássicas) e Terrace Rim Naam, que serve a mais tradicional thai cuisine em um ambiente de glamour absoluto! Para ir ao Sala, que pertence ao Mandarin mas fica em outro endereço, deve-se pegar um barquinho típico, do qual se desembarca bem no jardim. Observe o horário da reserva, pois um show de danças típicas antecipa o jantar-degustação. Adorei tanto que retornei outro dia e pedi a la carte: impecáveis peixes sugeridos pelo maître acompanhados de cerveja!
Hotel Mandarin Oriental, em Bangkok
A Cooking School do hotel tem seu próprio chef-professor, que aqui se chama Narain Kiattiyotcharoen. Mister Ki, nosso teacher, ensinou em uma private class a fazer dois pratos rápidos. Foi um show, um charme. Só vendo mesmo para sentir. Nos aventuramos com o Yam Som-O e o Khao Nio Piak Lumyai. O primeiro trata-se de uma espécie de salada, e o segundo, uma sobremesa de arroz e lichia. Depois, muito cooconut flesh, base de tudo em Bangkok, folhas de lima (o olfato não para de trabalhar na aula), ervas e curry em pasta; enfim, uma pirotecnia de aromas explosivos.
Preparação típica de barraquinhas do mercado municipal
Além dos hotéis e restaurantes infindáveis, Bangkok é a capital mundial do streetfood, das barraquinhas de comida ao ar livre, nas quais você pode comer com toda a segurança, pois é tudo muito fresco e limpo. É tão bem organizado que existe até cotação nas barraquinhas: repare que pode ter um, dois ou três potinhos pintados nas barracas. São as "estrelas”, avaliadas por gente de lá que entende do assunto. Então, delicie-se com polvo no espeto, siris apimentados e bananas carameladas e várias frutas exóticas, bem doces e diferentes das nossas.
Mercado fluvial de Bangkok
Outro programa obrigatório é ir ao mercado flutuante, o Talat Nam Damnoen Saduak, que abre de manhã. Muito movimentado, fica distante do centro. Vale a pena ir cedo para viver o clima autêntico e confuso do lugar. Tudo é feito nos barquinhos, coisa que encanta mesmo o turista. A comida no floating market não é exatamente para gourmets – a não ser que você esteja a fim de um prato feito ao estilo "fast food flutuante”. Mas o que eu comi estava bem gostoso e custou não mais que uns R$ 2. Vem servido no pratinho de plástico, honesto, popular e nutritivo. E não precisa de mais, porque aqui os sabores é que são a estrela que nos conduz por uma verdadeira e inesquecível experiência thai.
Prato típico preparado na hora no mercado fluvial de Bangkok
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Adriano Kanashiro surpreende com seu novo Momotaro
A informalidade fica por conta da proposta de servir porções que podem ser compartilhadas, sem a rígida divisão entre entradas e pratos principais. É o mesmo “espírito” dos izakayas, os tradicionais botecos japoneses.
Mas tal descontração não tira a sofisticação e a criatividade em cada porção servida. É possível reconhecer a assinatura (de peso) de Kanashiro em suas criações. No Momotaro, sashimi não é “apenas” fatias de peixe cru: são fatias de salmão que enrolam finas tiras de pupunha, cobertas de ovas de mujol. Nos hossomakis, aqueles sushis fininhos enrolados com alga, hoje quase desprezados, o chef acrescenta novos ingredientes inusitados, como no caso do que leva aspargo, salmão skin, gergelim e raspas de limão siciliano. “O cardápio inaugural traz uma seleção dos melhores pratos da minha carreira”, diz Kanashiro.
Para degustar tais delícias, o ambiente projetado pelo arquiteto Roberto Kubota tem design marcante, arrojado mas acolhedor. São cinco ambientes com identidades próprias, mas que, no conjunto, ajudam a definir a personalidade da casa. No bar integrado à adega, por exemplo, é possível sentar-se aos lado de mais de 40 rótulos de saquês e interagir com os bartenders, invocando o clima izakaya do local. Com pé direito alto, forro retrátil e piso em deck de madeira, o terraço da frente gera uma integração (na medida) com o ambiente externo. Booths para quatro pessoas, mesas centrais para grupos maiores e sofás nas laterais compõem o salão principal, que fica próximo ao tradicional balcão de sushis.
Fui com minha filha na semana passada e fizemos um menu degustação que indico como fantástico: tartar de atum (com frois gras, molho teriyaki e figos) shake marinade (salmão, ovas de peixe voador), uragui baterá (enguia e molho teriyaki com abacate) e maguro to hotate (atum com vieiras grelhadas e laminas de abobrinha).
SERVIÇO
Momotaro
Rua Diogo Jacome, 591, Vila Nova Conceição Tel: (11)3842-5590 www.restaurantemomotaro.com.br
Aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h; de segunda a quinta, das 19h às 0h; sexta 19h às 0h30; sábado, das 12h às 0h30; e domingo, das 12h às 23h30.
Clique aqui e conheça mais do portal Confraria Cooklovers
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Viagem Gastronômica - Paris fashion gourmand
Dividido por regiões, este é um guia para brasileiros conhecerem a cidade luz, ou melhor, a região dos sabores.
Região de Monmartre
Este bairro boêmio é berço da famosa vida noturna e hospeda o Le Moulin Rouge (82, Boulevard de Clichy), a Basílica du Sacrè Couer e o Cemitério de Monmartre, além de vários restaurantes charmosos e românticos. Visite a Gare du Nord e vá à filial da Hédiard (que tem oito pontos de venda em Paris), degustar terrines e docinhos; para chocolates, confira a Godiva na mesma rua. Também conheça a padaria (boulangerie, em francês) Paul, que faz parte de uma rede de alta qualidade.
Outras boas padarias na região são a La Bonne Fournée (151, Quai de Valmy) e a Du Pain et des Idées (34, Rue Yves Toudic). Um bom passeio de fim de semana é o Mercado de St-Quentin (no Boulevard Magenta), onde pode-se encontrar de tudo: vegetais, frutas, peixes, charcuterie e queijos. Funciona no sábado, o dia inteiro, e no domingo, só pela manhã. Não deixe de comer queijos na Fromagerie de Montmartre (9, Rue de Poteau). Compensa aproveitar a oportunidade ver as casas La Boucherie Nouvelle (13, Rue du Poteau) e Charcuterie de Montmartre (11, Rue de Poteau). Para comprar vinhos, passe nas Caves des Abbesses (43, Rue des Abesses).

Doces bárbaros ocupam espaço nos melhores gourmandises
Nesta região fica o Les Vignes de Montmartre (esquina Rue des Saules com a Rue Saint-Vincent); tratase de um pequeno e charmoso vinhedo que produz mil garrafas ao ano. Eles não abrem para o público. Se insistir muito ou tiver sorte de estar na cidade luz no primeiro domingo de outubro, durante a Fête des Vendanges você poderá entrar. A Rue Saint-Vincent leva o nome do padroeiro dos vinhos na França. Se sobrar tempo confira a Épicerie Velan (83-87, Passage Brady); a Coquelicot Boulangerie-Bistrot (24, Rue des Abesses); o Les Halles de Montmartre (15, Rue de Poteau) e a Rôtisserie – do mestre – Guillaume, ideal para quem gosta de foie gras (10, Rue du Poteau).


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Um prêmio literário com muitos sabores

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Estou feliz e sei! (ás vezes a gente só sabe depois...) é que hoje começo a escrever diariamente sobre essa coisa maravilhosa a que se chama gastronomia, mas pode-se chamar de comida, sabores, lembranças, sensações, enfim, prazer de viver! Chamam isso de Blog, voilá, estamos blogados e espero que comentem para gente ir acertando nos temperos!
Nessa quinta feira 09/02 o Paladar do Estadão trás como matéria principal a idéia do “Chips” não de computador, mas de jiló, batata, tomate, frutas...
Enfim, um monte de idéias para laminar vegetais, carnes e frutas em técnicas de frituras ou secagem em forno (desidratação). Como sempre referenciando as técnicas com a utilização por grandes chefs a matéria é divertida e instigante, dá vontade de sair fazendo.
Senti falta apenas de uma pesquisa sobre “desidratadores”, pois existe no mercado vários tipos para quem quer fazer em escala semi-profissional, por exemplo: www.guiavegano.com.br/vegan/desidratadores/desidratadores-2
As seções continuam maravilhosas, em especial a matéria do Luis Horta sobre vinhos do Canadá (muito pouco conhecido entre nós) e a coluna do Dias Lopes sobre a culinária africana e sua influência no Brasil, um mito em muitas situações, o Dias é um mestre e nos ensina a crescer culturalmente, não basta treinar os sentidos, à que se entender a raiz, as origens...
Prá quem mora em São Paulo (ou vem em visita) a coluna do Luiz Américo trás o tema da semana, o Tapas Week, com as sugestões visitadas dos restaurantes Arola Vintetres, Brazero Amatxu e do Eñe (meu preferido espanhol).
Enfim, quem não assina deveria comprar o Estadão de hoje (e olha que não ganhamos nada prá falar isso!). Mas prometo também comentar o caderno da Folha de São Paulo que está igualmente de muita boa qualidade editorial. (a idéia de comentar os cadernos é uma sugestão dos internautas da Cooklovers).
Amanha publicaremos um texto longo sobre o Brasil no Gourmand Awards Cookbook.
Acesse o Portal Confraria Cooklovers: http://www.confrariacooklovers.com.br



















